terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A cabeça quer pensar.
Mas o amor só quer você.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Gosto de não fazer nada. De ficar em casa, deitada na cama, olhando pro teto e fazendo absolutamente nada. Gosto porque acabo começando a pensar. Se eu estiver triste, penso um bocado de besteira e acabo ficando mais triste ainda. Geralmente, nesses momentos, vou arrumar logo algo pra fazer antes de enlouquecer. Mas quando eu estou bem, acabo pensando um monte de coisa que nunca pensei antes e acabo chegando a conclusões que nunca imaginei (ou então em coisas totalmente sem sentido e aí também vou arrumar algo pra fazer).
Hoje foi um desses dias. Não sei como, comecei a pensar que eu tenho uma dificuldade imensa de ouvir cd's novos. Mesmo quando é uma banda que gosto muito, é difícil. Se for uma banda desconhecida então, é um parto! Eu simplesmente não consigo colocar o cd e ouvir pacientemente música por música. Na segunda ou terceira, eu aperto o stop e mudo. Não tenho a menor paciência. Eu tenho que insistir várias e várias vezes até escutar tudo e resolver se gosto ou não. Às vezes baixo um cd e ele passa meses no computador criando teia, até que resolvo pôr pra tocar.
Foi aí que eu descobri uma coisa. Eu preciso estar completamente desatenta para ficar atenta ao que estou ouvindo. É, exatamente isso. Eu tenho que estar concentrada em qualquer outra coisa. Lendo, por exemplo. Eu já ouvi várias vezes o cd solo do Peter Doherty, mas só agora percebi o quanto ele é bom e o quanto a música Sheepskin Tearaway é incrível. Só agora, enquanto eu não estava prestando atenção. Parece que dá um estalo e tua mente percebe o quanto aquilo é bom. Ou ruim.
E falando nisso, percebo outra coisa. Também não consigo ler no silêncio. Só ouvindo música ou num barulho infernal.
Vai entender...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Eu detesto cada metro de asfalto
Ou de nuvens lá no alto
Que me afastam de você.
Poderia até contar todos os passos
Mas me deito nos terraços
Vendo o céu que você vê.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Fora a caixa que eu já tinha comprado, a que eu comprei de seis da matina, eu tenho mais 20 aqui em casa. Que deus me ajude! hahah foi tudo melhor do que eu esperava... (:

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Detonando a minha ceia (leia-se pizza de calabresa) com uma amiga e indo pra segunda garrafa de vinho. Foi melhor do que eu pensava!
Consegui convencer uma amiga a vir aqui pra casa dividir a solidão comigo e multiplicar a bebida.
Ela acabou de chegar.
Trocando o já planejado pijama por uma roupa mais arrumada
E Deus nos dê fígado, pois temos o planeta inteiro pela frente!

brainstorm.

E a tempestade promete não deixar vestígios!

especial de natal.

Hoje resolvi fazer algo diferente, um especial de natal. Transformar isso daqui tipo num twitter, com os momentos fatídicos dessa véspera de natal solitária! (e aperfeiçoar o meu dramalhão, claro)

o mal do século é a solidão.

Eu nunca gostei de Natal. Sempre achei uma época hipócrita, onde pessoas que passam o ano todo se odiando, resolvem fingir que se aturam por algumas horas, tudo pelo espírito natalino. Sem falar em todo o consumismo e blábláblá, mas não vou me estender muito porque o objetivo não é esse. A questão é que, mesmo odiando o Natal, sempre espero fazer algo nele. Nem que seja me embreagar de vinho junto com mamãe, ouvindo músicas bregas pra logo em seguida dormir. Ou ir pra rua, assistir shows, me embreagar e voltar pra casa. Sei lá, qualquer coisa pra me distrair e passar o tempo. Mas, repito, por mais que eu odeie o Natal, passar essa véspera sozinha em casa vai ser osso. Meu pai viajou, minha mãe já disse que não vai fazer nada em casa, não tem shows na rua e minha família inteira não mora aqui. Bela bosta. Os planos que eu tenho pra essa véspera de Natal é ir no supermercado, comprar uma garrafa de vinho e uma caixa de cerveja, uma pizza e me sentar de pijamas no chão da sala com o som no talo. E beber até não poder mais. É, vai ser um dia longo...
Em todo caso, que todas as outras pessoas tenham um Natal melhor do que o meu!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Você é o lugar pra onde eu sempre vou e fico.
Sempre.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Não é com lágrima que se desfaz um nó.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

E agora, José?

Abuso. O nome disso é abuso. O que me leva a ter abuso eu realmente não sei, eu só sei que ele me ataca em momentos inesperados, como se estivesse o tempo todo atrás da porta, espreitando, observando e calculando todos os meus movimentos para, na hora mais inapropriada, pular em cima da minha cabeça. Por que esses cientistas ficam por aí se preocupando em descobrir coisas inúteis como a composição da matéria ou a flexibilidade do rabo da lagartixa ou sei lá o quê, quando eles podiam estar se preocupando em achar uma cura pro abuso? É sério, alguém precisa se tocar que o mundo seria um lugar bem melhor se a gente tivesse um antídoto anti-abuso. Eu, pelo menos, admito que eu preciso de um. E um bem forte.
E é nesses momentos de abuso que tudo começa a dar errado. Murphy com certeza tem um pézinho nesse lance de abuso. Meu pai viajou, a casa tá uma zona, a pia tá um nojo, acabou o cigarro, acabou a cerveja, acabou o dinheiro, tá um calor do scanarius e o sorvete que eu acabei de comprar DERRETEU porque o caixa do supermercado deu problema e eu levei uns 20min pra ser atendida. Porra, até a água mineral acabou! Me matem. Ou se tiverem umas cervejas ou uma garrafa de vodca, tragam e fica tudo certo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um belo dia, Drummond veio e disse:

Mundo, mundo, vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo seria uma rima,
não uma solução.

Mas um dia surge Antônio Prata, que me vem com essa:

Mundo, mundo, vasto mundo
Se eu me chamasse Gates Rockfeller Rocco Nazário Drummond não seria uma rima,
a métrica ia pro espaço, mas talvez fosse uma solução.

Gênio!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Bate aqui no meu peito, Zé.
Sentiu o barulho de granito?
Quebrou o braço, Zé?
Desculpa.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

De novo aquela menina. O que ela pensa que está fazendo da vida, se embriagando desse jeito? Tendo que enfrentar a ressaca moral devastadora do outro dia? Tem andado cada dia mais triste. Posso ver isso nos ombros curvados, estampado no rosto magro e nos olhos fundos. Parece que desistiu da vida. Parece que cansou de apanhar. Parece que ela sabe exatamente como é querer morrer, como dói sorrir. E aí se fere por fora tentando matar o que tem dentro. Não consegue mais chorar, não consegue mais sorrir, não quer mais falar.
E continua desenvolvendo cada vez mais a doce arte de cultivar olheiras.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Só não espere eu ir embora pra perceber.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

É tão estranho, os bons morrem antes...

Mais um rei que se foi.
...
Tá foda de acreditar.

sábado, 13 de junho de 2009

Ontem eu fui feliz.
Por um lindésimo de segundo.


(:

terça-feira, 2 de junho de 2009

E é quando você descobre que a única pessoa sempre foi a outra pessoa.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Eu sempre quis achar um dia uma pessoa que vivesse por mim pois a vida é tão repleta de coisas inúteis que só a agüento com astenia muscular in ex­tremis, tenho preguiça moral de viver.

Clarice Lispector.