terça-feira, 20 de outubro de 2009

E agora, José?

Abuso. O nome disso é abuso. O que me leva a ter abuso eu realmente não sei, eu só sei que ele me ataca em momentos inesperados, como se estivesse o tempo todo atrás da porta, espreitando, observando e calculando todos os meus movimentos para, na hora mais inapropriada, pular em cima da minha cabeça. Por que esses cientistas ficam por aí se preocupando em descobrir coisas inúteis como a composição da matéria ou a flexibilidade do rabo da lagartixa ou sei lá o quê, quando eles podiam estar se preocupando em achar uma cura pro abuso? É sério, alguém precisa se tocar que o mundo seria um lugar bem melhor se a gente tivesse um antídoto anti-abuso. Eu, pelo menos, admito que eu preciso de um. E um bem forte.
E é nesses momentos de abuso que tudo começa a dar errado. Murphy com certeza tem um pézinho nesse lance de abuso. Meu pai viajou, a casa tá uma zona, a pia tá um nojo, acabou o cigarro, acabou a cerveja, acabou o dinheiro, tá um calor do scanarius e o sorvete que eu acabei de comprar DERRETEU porque o caixa do supermercado deu problema e eu levei uns 20min pra ser atendida. Porra, até a água mineral acabou! Me matem. Ou se tiverem umas cervejas ou uma garrafa de vodca, tragam e fica tudo certo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um belo dia, Drummond veio e disse:

Mundo, mundo, vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo seria uma rima,
não uma solução.

Mas um dia surge Antônio Prata, que me vem com essa:

Mundo, mundo, vasto mundo
Se eu me chamasse Gates Rockfeller Rocco Nazário Drummond não seria uma rima,
a métrica ia pro espaço, mas talvez fosse uma solução.

Gênio!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Bate aqui no meu peito, Zé.
Sentiu o barulho de granito?
Quebrou o braço, Zé?
Desculpa.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

De novo aquela menina. O que ela pensa que está fazendo da vida, se embriagando desse jeito? Tendo que enfrentar a ressaca moral devastadora do outro dia? Tem andado cada dia mais triste. Posso ver isso nos ombros curvados, estampado no rosto magro e nos olhos fundos. Parece que desistiu da vida. Parece que cansou de apanhar. Parece que ela sabe exatamente como é querer morrer, como dói sorrir. E aí se fere por fora tentando matar o que tem dentro. Não consegue mais chorar, não consegue mais sorrir, não quer mais falar.
E continua desenvolvendo cada vez mais a doce arte de cultivar olheiras.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Só não espere eu ir embora pra perceber.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

É tão estranho, os bons morrem antes...

Mais um rei que se foi.
...
Tá foda de acreditar.

sábado, 13 de junho de 2009

Ontem eu fui feliz.
Por um lindésimo de segundo.


(:

terça-feira, 2 de junho de 2009

E é quando você descobre que a única pessoa sempre foi a outra pessoa.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Eu sempre quis achar um dia uma pessoa que vivesse por mim pois a vida é tão repleta de coisas inúteis que só a agüento com astenia muscular in ex­tremis, tenho preguiça moral de viver.

Clarice Lispector.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Eternamente,
é ter na mente.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Eu queria entender aquela menina. Entender o porquê daquela tristeza, daqueles olhos fundos revelando que as noites mal dormidas vêm de meses a fio. E que as poucas noites de sono profundo e sem sonhos são graças ao álcool, eterno companheiro das horas difíceis. Horas difíceis que parecem não ter fim para ela. Com seus vinte anos recém completados, parece perdida. Chora, porque fica sozinha mais tempo do que gostaria. Sufoca, porque não aguenta mais as mesmas pessoas de sempre, os mesmos lugares e os amores práticos que parecem ter dominado o mundo. Vem emagrecendo a olhos vistos, mas ninguém parece perceber. Só eu. Só eu consigo enxergar a dualidade dilacerante que aquela menina vive e eu realmente queria entendê-la. Às vezes está feliz, estupidamente feliz, e tudo o que quer é gritar que a vida é linda, linda de se viver! Mas às vezes fica muda, fumando um cigarro atrás do outro e se entupindo de cafeína. Por horas a fio. Por dias a fio. E é nessas horas que ela fica apagada, sem cor, sem brilho. Percebo que esses dias duram mais do que os outros, do que os felizes. E assim ela volta a beber demais, os olhos fundos cada vez mais fundos, ela cada vez mais magra. Às vezes me olha, aquele olhar longo e meio vago, como se me dissesse:
"Eu não sou tão triste assim.
É que hoje eu estou cansada..."

quarta-feira, 13 de maio de 2009

É preferível morrer de vodka do que morrer de tédio.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

é muito mundo.

Quantas pessoas já não disseram que alguém era bruto, grosso ou até mesmo cavalo? Mas quantas delas conheceram alguém realmente bruto? Mas assim, com a brutalidade no sangue, tipo bruto até os ossos? Eu conheci um, em 2005. Estudei com ele, na verdade. O cara era uma figura, o típico cavalão. Qualquer tentativa de carinho ou afeto vindo da parte dele, por mais delicado que ele tentasse ser, virava (com muita sorte) um empurrão que te jogava pra longe. Um dia ele chegou no colégio com uma puta de uma ferida no braço. Eu perguntei: "Romero, que raio foi isso no teu braço?" Uma pessoa normal responderia que foi o ramster que mordeu, o gato, quiçá o cachorro. Alguém mais macho poderia dizer até que foi seu pitbul. Mas não Romero, o cara era cavalo até nisso. Pois então, quando perguntamos a origem da ferida, ele responde como se fosse a coisa mais natural do mundo: "Ah, isso aqui foi o meu boi que me mordeu" *pausa perplexa* Não, calma, pára tudo. Me diz, que tipo de pessoa tem um boi de estimação? Quantas vezes você esteve conversando com um amigo no msn e de repente ele te disse: "Cara, espera aqui uns 5min que eu vou ali dar uma volta com o meu boi. Sabe como que é, quintal pequeno, ele fica um pouco estressado..."? Nenhuma! O cara tem um BOI de estimação! Isso que é brutalidade...

Ps: Agora, lembrando de Romero, me veio o dia em que ele me colocou no braço me jogou no ar tipo fazendo uma curva, agarrou as minhas pernas e me deixou de cabeça pra baixo! Quase tive um troço! As brincadeiras dele eram assim... Gente fina, sinto saudades (:

quarta-feira, 6 de maio de 2009

tempos de escola.

prof.- É, porque tem muito professor por aí que não tem o que fazer e fica se metendo na vida do jovem!
amigo- Não entendi essa auto-crítica...


É, eu gosto de diálogos. Define bem o cotidiano cômico. Todos são reais e esse eu resgatei do meu antigo blog.

terça-feira, 5 de maio de 2009

ela se foi.

A outra vida se foi.
Vivo de novo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

12 linhas.

Em cada rua uma igreja
Com a porta escancarada
Onde se escuta a zoada
Do sermão de um pregador
Em cada esquina um pastor
Com uma bíblia estendida
Pra cada palavra lida
Dando uma interpretação
Em cada boca um sermão
Em cada pescoço um terço
Em cada morada um berço
Em cada berço um pagão
Em cada palmo de terra
Tem uma cruz enfincada
De quem morre em emboscada
De fome ou por acidente
Em qualquer um continente
Um conflito tumultua
Em cada beco de rua
Uma criança infeliz
Que o pai gerou e não quis
A mãe pariu e deixou
E ela se transformou
Numa vítima do país
Em cada cabeça um mundo
Cada vida uma escritura
Cada idéia uma leitura
Cada capítulo uma história
Pra cada página de glória
Tem uma mancha que invade
Pra cada voz da verdade
Outra diz : talvez não seja !
Pra cada boca que beija
Tem outra que roga praga
Pra cada mão que afaga
Tem outra mão que apedreja
Em cada rosto uma lágrima
Em cada lágrima uma dor
Em cada crime um autor
De nome desconhecido
Em cada golpe sofrido
Uma revolta se gera
Em cada ano de espera
Um esperançoso cansa
Em cada voz de vingança
Um grito de ameaça
E em cada dia que passa
Se vai a nossa esperança

Siba e a Fuloresta.
(acho sensacional)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

lupado em mim.

Estou vivendo pra quem?
Um ou dois em um?
Até quando eu ou eu quiser
Sou minha vez vezes mais
Vezes me creio em minha voz a me dizer:
-Seja perfeiro enquanto der!
Sou a cara de alguém
Lupado em mim, lupado em mim...

Gram.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

o tempo me atropelou no meio de uma avenida.

Ninguém sabe o que será do tempo futuramente
Mas o tempo do presente tudo tem e tudo dá
Que o que tem no tempo está em um caderno anotado
Tudo que o tempo tem dado
De tempo em tempo se soma
Que o tempo com tempo toma
Tudo o que deu no passado.

Siba e a Fuloresta.

domingo, 5 de abril de 2009

o mal do século é a solidão.

Você pode ter tempo pra ficar sozinho ou ser sozinho por opção.
Você pode arrumar tempo pra ficar sozinho ou evitar a solidão.
Mas maldito seja o destino, que insiste em me fazer ficar só.
Às vezes, toda essa liberdade me sufoca...

"cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando por um pouco de afeição..."

cantadas do novo milênio II.

Essa aconteceu com uma amiga, no Garagem (bar).

ser humano: posso saber o nome da menina mais bonita da noite??
amiga: *tchururu tô nem ouvindo...*
ser humano: vai po, que é que custa...
amiga: Nilson, uma cerveja por favor!
*depois de algumas tentativas*
ser humano: você vai continuar me tratando como se eu fosse um poste apagado??


Quando acabar, o maluco sou eu!