sábado, 19 de abril de 2008

"Viver em dor o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
(...)
Ninguém entende, não me olhe assim
Com esse semblante de bom samaritano
Cumprindo o seu dever como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente
Ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente!
Você não sabe e não entende.
(...)
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
(...)
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
(...)
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço.
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro, me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes.
Eu sou um pássaro, me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo resistir
E vou voar pelo caminho mais bonito"

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