Alguém já disse, sabiamente, que triste é não sentir saudade. Mas esse mesmo alguém esqueceu de avisar o preço que se paga por tanta saudadde. Frio na barriga, distração e nos casos mais graves, aperto no peito e insônia. Eu já passei por tudo isso, fui mais além: eu simplesmente não agüento mais essa saudade, essa falta, essa ausência, esse vazio, essa agonia de precisar sentir, desesperadamente, quem se ama perto de si. Aperto o travesseiro contra o peito bem forte, só por causa da dor, mas já não adianta mais. Não é doença e muito menos obsessão.É amor. Muito amor, tanto que chega a sufocar! Vai além do coração, transborda da caixa dos peitos, vaza pelos poros, orelhas, boca e olhos. Parece que eu vou explodir a qualquer momento. Mas mesmo assim eu agüento firme. Falo pro meu coração que é assim mesmo, paciência, e se ele começa a espernear demais e ameaça derramar amor por todos os lados, trato de ocupá-lo com outras coisas. O que eu não posso, de forma alguma, é dar vazão à esse sentimento ao vazio do meu quarto.
Faz pouco mais de 4 meses que eu escrevi esse texto no meu caderno. Tem lá, dia 06/04/08. Engraçado como o tempo voa, engraçado como tudo muda estupidamente. Hoje esse texto ainda faz sentido pra mim, mas o sentido contrário. Se antes era uma saudade boa (ainda que doída) e trazia consigo o amor (que era pleno), hoje é uma saudade triste, que tornou apática a minha vida. O amor (ainda) não deixou de existir, mas murchou como uma flor e eu tenho medo que ele apodreça. Talvez eu não devesse ter deixado ele preso por tanto tempo, agora ele não quer mais sair. Que final romântico, morrer de amor!
(Agora somos só nós dois olhando pros lados, depois de tanta estupidez.)
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